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Histórico da Coleção GAL e do MAC (Mini-museu do Automobilismo de Competição)
Minha mania pelos pequenos automóveis
em metal teve início a muito...
Na segunda metade dos anos 60, ao viajar com
os meus pais a região sul do país, ganhei um modelo que viria
despertar todo o meu furor em colecionar modelos die-cast. Antes disso,
outros modelos já integravam o grupo de mini-carrinhos da marca
Matchbox, na escala 1/64, constantes em minha estante. Mas, em Curitiba
o correu um fato significativo! Ao ganhar um simplório Jipe/Willys
o esqueci na mesa de um restaurante na pressa para continuar a viagem!
Creio que tal fato, a perda da miniatura, me levou a reconsiderar, mesmo
ainda menino, meu sentimento em relação a tais “brinquedos”.
Assim, possivelmente nasceu à mania de guardá-los para nunca
perdê-los.
Ao longo dos anos 70, o hábito de colecionar
era uma prática muito ativa, mesmo com o término das importações
que dificultavam a obtenção dos famosos Matchbox. A saída,
para esta limitação, foi obter os modelos da marca feitos,
ou melhor, rotulados em Manaus, na Zona Franca. Assim, a coleção
chegou a beirar 100 unidades, contendo desde modelos feitos pelos excelentes
ingleses na era Lesney até os Superfast “nacionais”.
Chegando os anos 80 a coleção
ficou parada devido ao preenchimento do tempo ocioso por outros passatempos.
Nesta época, apenas foram adquiridos uns poucos modelos de militaria.
Foi uma década que considero perdida em termos de colecionismo die-cast!
Nos anos 90, como o nascimento do Gabriel
(meu primeiro filho), com o aconselhamento do amigo Celso L. Godinho Júnior
e com o início da divulgação da escala 1/18, realizei
a primeira reciclagem da coleção. Assim sendo, troquei os
pequeninos modelos 1/64, por modelos na promissora escala 1/18. Nesta fase
a coleção nunca foi muito grande. Cresceu até cerca
de 2 dúzias de miniaturas, pois, um dos fatores que deveria estimular
sua expansão, não se tornou real. Ocorreu que Gabriel nunca
se sensibilizou pelos grandes modelos apesar do detalhamento muito mais
preciso! Logo, estavam contados os dias dos modelos em 1/18 na minha estante,
pois, haviam sido obtidos com a finalidade de despertar o Die-cast Hobby
no menino o que não se concretizou.
Ao final desta década e no começo
deste novo século, com o nascimento do Leonardo, foi realizada a
segunda reciclagem, em uma tentativa se agradar outro futuro herdeiro.
Desta vez, os modelos na escala 1/18, foram cambiados por modelos em duas
escalas: a 1/24 e a 1/43. Cabe realçar a ajuda que me foi dada pelo
colecionador Alexandre Néri, em 1999, ao me proporcionar uma grande
troca onde obtive mais de 3 dezenas de modelos em 1/24. Até o ano
de 2002 o patrimônio die-cast chegou a contar com 46 modelos na escala
1/24 e 102 modelos na escala 1/43. Neste período também criei
à sigla GAL para denominar a coleção. Tal sigla é
formada pelas iniciais dos nomes Gabriel, Alexandre e Leonardo que representam
o dono e os herdeiros deste patrimônio die-cast. Já no final
desta fase, tive contato com o início das comunidades virtuais (na
Internete) no Brasil. Este fato ampliou um sentimento que eu desenvolvia
onde o valor cultural de uma coleção merecia ser destacado.
O contato com o mundo virtual dava-se principalmente pela freqüência
no Fórum do Site Webkits denominado Miniaturas em Metal (die-cast).
Os resultados do contato com este novo universo foram muitos, mas, indiscutivelmente
destacam-se: a criação da Revista Die-Cast Cult Virtual Magazine
e a terceira reciclagem da coleção. Sobre estes resultados
é relevante dizer ainda que a mencionada revista virtual é
hoje o maior site em conteúdo sobre o Die-cast Hobby na nossa língua
e que nesta terceira mudança, os modelos na escala 1/24 foram todos
substituídos por modelos na escala 1/43 visando tornar, a agora
Coleção GAL, um patrimônio mono-escala. Ressalta-se
neste câmbio o papel do senhor Terra, dono do Bazar de mesmo nome,
que foi responsável pela aquisição de todo o patrimônio
de modelos, na escala 1/24, da Col. GAL. Assim, até novembro do
ano de 2004 a Col. GAL atingiu a marca de 186 modelos na escala 1/43.
Em novembro de 2004, em virtude de um constante
aperfeiçoamento na parte cultural do Die-cast Hobby induzido por
diversos acontecimentos no meio de colecionadores, a se destacar: a seqüência
de eventos divulgadores sobre o hobby, a criação da Associação
de Colecionadores de Miniaturas Diecast do Estado do Rio de Janeiro (ACoMDERJ)
e a implantação do Site Mundo em Miniaturas que trouxe ao
ar o primeiro fórum de miniaturas em metal, multi-escalas. Com isto,
sentimos a necessidade da promoção de uma quarta reciclagem
no patrimônio da Col. GAL. Em tal derradeira reciclagem destaco a
participação do colega e colecionador Eli Figueiredo ao me
proporcionar trocas por modelos e ao comprar meu patrimônio de slot cars, hobby antigo, o qual resolvi converter em apoio a uma coleção
temática de die-cast.
Hoje após três décadas
de colecionismo (não estou contanto os anos 80 para mim perdidos
em termos de hobby) tem a coleção GAL um patrimônio
temático. A necessidade de se montar uma coleção temática,
restringindo a variedade de tipos de autos colecionados, é, além
de ser uma imposição técnica ditada pelo sentido cultural,
também um esforço para conjugar meu gosto pelo automobilismo
de competição. Por isso, passou a coleção GAL
a ser exposta em formato de Mini-museu.
O Mini-museu do Automobilismo de Competição,
ou simplesmente, MAC conta atualmente com de cerca de 150 unidades de automóveis
de competição alusivos às diversas categorias deste
esporte que é o Automobilismo. A organização/exposição
de uma coleção die-cast em formato de mini-museu é
sem dúvida um salto para o desenvolvimento cultural de nossa mania
por carrinhos de ferro!
Grato pela visita,
Alexandre Soares |
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