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Esta seção
visa apresentar os textos, matérias e sugestões elaboradas
pelo
DCC Team.
Em defesa dos colecionadores
A. Soares & S.
L. dos Santos
Desde que iniciamos nossas coleções (já tivemos
muitas com diferentes facetas e finalidades), temos encontrado, em várias
ocasiões, pessoas a criticar o ato de colecionar.
Esses críticos,
às vezes pessoas menos letradas, outras vezes pessoas cultas, sempre
tentam, através de diversos argumentos, desestimular o colecionismo.
Os menos cultos em geral, por ignorarem a importância deste passatempo,
apelam para chavões já velhos conhecidos por nós colecionadores,
tais como: “...deixa isso para lá fulano, pois isso é coisa
de louco; Oh! Rapaz, isso é coisa de quem não tem o que fazer
(muito pelo contrário!); Beltrano! Pare com esta criancice e vá
já fazer algo produtivo; Rapaz! Deixa de bobagens e vai namorar;
etc....” Já os cultos (talvez pseudocultos), tem um discurso
intelectualizado que pode ser mais ou menos assim: “...olha meu caro, o
ato de colecionar só expande os seus instintos primitivos de egoísmo
e com isso, você vai se tornando um camarada monopolizador das coisas
e das pessoas...”.
Bem, esta
afirmação é parcialmente verdadeira! Contudo, muitas
outras coisas na vida, também o são (vide o sentimento de
lucro desmedido). O importante, é não nos esquecermos, de
que a boa educação é controladora natural desta questão.
Assim, a afirmativa não é válida quando dirigida a
indivíduos educados. Logo, esses “doutores”, desprezando este importante
detalhe e agindo como quem lê apenas o prólogo de um livro,
vão tirando suas conclusões sem chegar ao capítulo
final.
Para esclarecer
a estas pessoas e também ampliar os nossos argumentos sobre este
assunto, pesquisamos em livros, falamos com médicos, antropólogos,
psicólogos etc... sobre o colecionismo (sempre utilizando como exemplo
a nossa mania de colecionar “carrinhos de ferro”), e o resultado, é
resumidamente o exposto abaixo.
O passatempo
na evolução humana
Deste que
a civilização “inventou” o trabalho, pessoas munidas de um
espírito extra-ocupacional criaram o hábito de trabalhar
fora do trabalho em seu tempo de folga, procurando desenvolver diferentes
maneiras de preencher sua ociosidade. Assim,
através dos tempos, pessoas de diferentes faixas etárias,
sexo, formação cultural, classe social, ou nacionalidade,
vem realizando atividades físicas ou mentais, que vão do
desporto ao colecionismo, sempre tendo como meta principal o lazer. Este espírito,
que muitos dizem estar ligado à essência humana e suas necessidades
mais primitivas (como por exemplo: descobrir, explorar, caçar, superar,
agregar etc...), estabeleceu dentre muitas manias, a de reunir coisas.
Assim, grupamentos humanos primitivos, podem ser estudados sob vários
aspectos, inclusive pelos utensílios que guardavam. Logo, o colecionismo acompanha a história da humanidade desde os mais remotos
tempos.
O colecionismo
e suas facetas
Ele pode
ser dividido em duas facetas: a natural e a material.
A faceta
ou vertente natural, consiste em agregar coisas da natureza. Assim, pessoas
mais sensibilizáveis por animais, plantas, rochas etc..., possuidoras
do espírito em questão, são normalmente colecionadoras
de insetos, conchas, rochas, plantas – ex. orquídeas (os cultivadores
são também colecionadores!) etc... O colecionismo natural,
é de grande importância, pois ele estabelece coleções,
que quase sempre são os “pilares” de uma importantíssima
invenção da humanidade, chamada Museu. Por sua vez, os patrimônios
instalados nos Museus (acervo), permitem que os cientistas produzam, com
seu conhecimento, ciência, que ainda é convertida em fomentos
para educação. A outra
faceta é a material. Nela as pessoas agregam coisas artesanais ou
industriais. Este tipo de colecionismo também permite a formação
de acervos que podem vir a constituir Museus. Ele diferencia-se do natural,
pois a qualidade do seu material, ao invés de proporcionar conhecimento
científico, gera cultura, que igualmente, pode ser convertida em
fomentos educacionais.
Outros
motivos para ajuntar coisas
O colecionismo
além de ser importante gerador de ciência e cultura, como
já mencionamos acima, tem duas outras importantes funções
sociais: como terapia ocupacional para pacientes com distúrbios
psiquiátrios moderados e como agente de integração
entre grupos de pessoas. É
sabido que em países da Europa e da América do Norte, diversos
tipos de colecionismo são utilizados por Psicólogos e Psiquiatras
como terapia complementar ao tratamento de distúrbios psicológicos,
visando, além de outras coisas, proporcionar horas de relaxamento
e/ou reflexão aos seus pacientes. Outro potencial
relevante, a se destacar na prática do colecionismo, é o
fator de integração. Assim, dentro da família, entre
avós, pais e filhos, as gerações podem diminuir suas
diferenças temporais através de uma congregação
de interesses, que o ato de colecionar gera. O meio escolar é mais
um local onde esta congregação atua com bons resultados.
O relacionamento entre estudantes e os seus mestres, pode ser otimizado
com a implantação de uma atividade colecionista. O aproveitamento
nas disciplinas sociais e naturais, como História, Geografia, Biologia
etc..., fica facilitado perante a execução prazerosa desta
atividade prática (ex. para Biologia: constituição
de uma coleções de insetos. Para História: constituição
de uma coleção de modelos de soldados), que serve como quebra
de rotina, diminuindo o stress gerado pelo “cuspe e giz”.
Conclusão
Bom, a
conclusão é que na balança dos prós e contras,
o colecionismo quando praticado sobre condições normais de
“temperatura e pressão” (não é possível analisar
e conceituar qualquer atividade humana desvinculada de uma formação
educacional correta), não só é a curto prazo um hábito
útil ao indivíduo, como se torna a longo prazo útil
à sociedade, pois é gerador de ciência e, no caso die-cast,
de cultura e educação.
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