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De coleção para um
mini-museu die-cast
A. Soares
Muitos
colegas têm nos perguntado sobre o processo de organização de uma coleção em um
mini-museu. Assim, estamos publicando este resumo baseado na estrutura montada
por mim para a Coleção GAL.
De início
é preciso saber que a organização da coleção
é uma coisa boa mesmo que não se chegue a expor os modelos
como em um museu. Assim, a transformação de uma coleção
em mini-museu é uma coisa totalmente opcional. Já a organização
em si, é um processo altamente recomendado, pois, dá ao patrimônio
que temos na estante um lastro cultural.
O primeiro
passo para tal organização é dar a coleção
um prumo temático. O tema deve ser escolhido ao gosto pelo colecionador.
E o que traz o “tematizar” a coleção?
Bem ao
escolhermos um tema, é lógico se presumir, que temos algum
relacionamento, ou afinidade, sobre o que estamos colecionando, pois, o
assunto é de nossa preferência. Isto sem dúvida vai
fazer com que os nossos conhecimentos sobre os modelos em nossa estante
sejam argumentos culturais em favor das miniaturas, e conseqüentemente,
em favor da coleção. Ganha assim o ato de colecionar respaldo
cultural embasado no conhecimento do colecionador sobre o assunto/tema.
O segundo
passo é se organizar de todas as maneiras possíveis e viáveis
para fazer uma melhor gerência da coleção. Daí
tombar as miniaturas como em um museu pode ser uma boa política.
Este tombamento consiste em se registrar as miniaturas colecionadas e em
se destacar características, ou aspectos importantes para o curador.
Assim,
por exemplo, temos que, em uma coleção organizada,
as miniaturas são tombadas em uma tabela onde há os seguintes
dados: número do modelo na coleção, marca e nome do
auto 1/1 e/ou miniatura, data da aquisição, fonte ou local
de aquisição, modo de aquisição (compra, troca,
brinde, etc...) e valor da transação. Alguns destes dados
além de servirem para controle próprio servem também
para integrar o conjunto a ser exposto ao público.
Depois
ainda se pode usar uma outra tabela, onde se elaborará uma avaliação
da qualidade do modelo. Esta tabela (a direita) é uma aplicação
do GAT (Grau de Apuração Técnica). Ela confere a miniatura
uma nota que é mais uma informação no conjunto de
dados a ser expostos ao público.
Uma terceira
tabela (a esquerda) é elabora com a finalidade de ser um guia de compras. Ela
traz os seguintes dados: logomarca da miniatura, marca e nome do auto,
código de série do fabricante die-cast e cor da minatura.
A última
tabela sugerida (a direita) é a informativa específica sobre a miniatura.
Em tal tabela nós temos reunidas as informações de
outras tabelas, e/ou fontes informativas (ex. livros), as quais passam ao visitante o conhecimento
sobre o modelo. Deste modo estão presentes nela os seguintes dados
do modelo: o número de coleção (tombo), a logo marca
do fabricante (da miniatura), o nome, o código ou referência,
a data de fabricação, a nota obtida no GAT, detalhes de qualidade
do acabamento da miniatura que devem ser ressaltados, e por fim, também
há um histórico contendo dados do auto 1/1.
A tabela informativa específica pode ser também um
instrumento de interação que ao ser destacado e montado, se transforma em
display, ou plaquinha, com dados sobre a miniatura, que serão usados junto com
essa levando para que o visitante as informações.

O terceiro
passo é personalizar a exposição da miniatura. Para
tal, podemos ter um processo curioso. Pode-se acrescentar, aos modelos
(que não têm), uma manta ou papel de base (a esquerda) entre a plataforma
da miniatura e modelo. Isto além de dar um detalhamento personalizado
ainda ajuda no problema do derretimento e/ou ovalização dos pneus.
Para elaborar
a manta, lancei mão da seguinte tática. Utilizando-se
de uma imagem já existente, tirei fotocópias e as ampliei
de modo a cobrir toda a superfície da plataforma onde a miniatura
ficará. Depois foi só cortar na dimensão certa
e aplicar a manta. Pode-se ter até alguns detalhes visuais que ilustram
a origem da miniatura, agregando-se, por exemplo, imagens da logomarca
do fabricante die-cast.
O quarto
passo é cortar e montar as tabelas informativas específicas
(a direita) em forma de plaquinha para serem dispostas ao lado das miniaturas. A montagem
é em forma de placa com suporte posterior de apoio em delta. Nela
o display é colado em um triângulo que servirá como
pé.
Por fim,
ainda pode se ter mais um instrumento de informação. Ele
pode ser um outro display, ou plaquinha, informativa com dados sobre os sub-temas
(abaixo a direita), ou grupos de miniaturas similares dentro do tema geral. Esta
plaquinha pode ser montada tal qual foi a plaquinha informativa específica.

Bem este
é apenas um resumo do que foi feito para transformar uma coleção
em um mini-museu. Coisa muito simples nada de difícil.
Cremos inclusive que muitos dos colegas poderão melhorar em muito
tal concepção montando mini-museus bem mais sofisticados.
Legendas
Foto 01, tabela de avaliação
(GAT); Foto 02, tabela de tombo;
Foto 03, tabela ou guia de compras;
Foto 04, fundo perfonalizado;
Foto 05, conversão da tabela
informativa montagem do display de informação;
Foto 06, comparação
entre um modelo preparado para o público e outro não;
Foto 07, padrão da do mini-museu
modelo etiquetado e rótulo para o sub-tema.
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