Revista de conteúdo perene, voltada para os colecionadores de miniaturas de metal. Apoio Cultural:

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Aspectos Culturais 12

 

 

 

De coleção para um mini-museu die-cast

 

A. Soares

 

Muitos colegas têm nos perguntado sobre o processo de organização de uma coleção em um mini-museu. Assim, estamos publicando este resumo baseado na estrutura montada por mim para a Coleção GAL.

 

De início é preciso saber que a organização da coleção é uma coisa boa mesmo que não se chegue a expor os modelos como em um museu. Assim, a transformação de uma coleção em mini-museu é uma coisa totalmente opcional. Já a organização em si, é um processo altamente recomendado, pois, dá ao patrimônio que temos na estante um lastro cultural.

 

O primeiro passo para tal organização é dar a coleção um prumo temático. O tema deve ser escolhido ao gosto pelo colecionador. E o que traz o “tematizar” a coleção?

 

Bem ao escolhermos um tema, é lógico se presumir, que temos algum relacionamento, ou afinidade, sobre o que estamos colecionando, pois, o assunto é de nossa preferência. Isto sem dúvida vai fazer com que os nossos conhecimentos sobre os modelos em nossa estante sejam argumentos culturais em favor das miniaturas, e conseqüentemente, em favor da coleção. Ganha assim o ato de colecionar respaldo cultural embasado no conhecimento do colecionador sobre o assunto/tema.

 

O segundo passo é se organizar de todas as maneiras possíveis e viáveis para fazer uma melhor gerência da coleção. Daí tombar as miniaturas como em um museu pode ser uma boa política. Este tombamento consiste em se registrar as miniaturas colecionadas e em se destacar características, ou aspectos importantes para o curador.

 

Assim, por exemplo, temos que, em uma coleção organizada, as miniaturas são tombadas em uma tabela onde há os seguintes dados: número do modelo na coleção, marca e nome do auto 1/1 e/ou miniatura, data da aquisição, fonte ou local de aquisição, modo de aquisição (compra, troca, brinde, etc...) e valor da transação. Alguns destes dados além de servirem para controle próprio servem também para integrar o conjunto a ser exposto ao público.

 

Depois ainda se pode usar uma outra tabela, onde se elaborará uma avaliação da qualidade do modelo. Esta tabela (a direita) é uma aplicação do GAT (Grau de Apuração Técnica). Ela confere a miniatura uma nota que é mais uma informação no conjunto de dados a ser expostos ao público.

 

Uma terceira tabela (a esquerda) é elabora com a finalidade de ser um guia de compras. Ela traz os seguintes dados: logomarca da miniatura, marca e nome do auto, código de série do fabricante die-cast e cor da minatura.

 

 

 

 

A última tabela sugerida (a direita) é a informativa específica sobre a miniatura. Em tal tabela nós temos reunidas as informações de outras tabelas, e/ou fontes informativas (ex. livros), as quais passam ao visitante o conhecimento sobre o modelo. Deste modo estão presentes nela os seguintes dados do modelo: o número de coleção (tombo), a logo marca do fabricante (da miniatura), o nome, o código ou referência, a data de fabricação, a nota obtida no GAT, detalhes de qualidade do acabamento da miniatura que devem ser ressaltados, e por fim, também há um histórico contendo dados do auto 1/1.

 

A tabela informativa específica pode ser também um instrumento de interação que ao ser destacado e montado, se transforma em display, ou plaquinha, com dados sobre a miniatura, que serão usados junto com essa levando para que o visitante as informações.

 

O terceiro passo é personalizar a exposição da miniatura. Para tal, podemos ter um processo curioso. Pode-se acrescentar, aos modelos (que não têm), uma manta ou papel de base (a esquerda) entre a plataforma da miniatura e modelo. Isto além de dar um detalhamento personalizado ainda ajuda no problema do derretimento e/ou ovalização dos pneus.

 

Para elaborar a manta, lancei mão da seguinte tática. Utilizando-se de uma imagem já existente, tirei fotocópias e as ampliei de modo a cobrir toda a superfície da plataforma onde a miniatura ficará. Depois foi só cortar na dimensão certa e aplicar a manta. Pode-se ter até alguns detalhes visuais que ilustram a origem da miniatura, agregando-se, por exemplo, imagens da logomarca do fabricante die-cast.

 

O quarto passo é cortar e montar as tabelas informativas específicas (a direita) em forma de plaquinha para serem dispostas ao lado das miniaturas. A montagem é em forma de placa com suporte posterior de apoio em delta. Nela o display é colado em um triângulo que servirá como pé.

 

Por fim, ainda pode se ter mais um instrumento de informação. Ele pode ser um outro display, ou plaquinha, informativa com dados sobre os sub-temas (abaixo a direita), ou grupos de miniaturas similares dentro do tema geral. Esta plaquinha pode ser montada tal qual foi a plaquinha informativa específica.

 

 

 

 

Bem este é apenas um resumo do que foi feito para transformar uma coleção em um mini-museu. Coisa muito simples nada de difícil. Cremos inclusive que muitos dos colegas poderão melhorar em muito tal concepção montando mini-museus bem mais sofisticados.

 

Legendas

 

Foto 01, tabela de avaliação (GAT); Foto 02, tabela de tombo;

Foto 03, tabela ou guia de compras; Foto 04, fundo perfonalizado;

Foto 05, conversão da tabela informativa montagem do display de informação;

Foto 06, comparação entre um modelo preparado para o público e outro não;

Foto 07, padrão da do mini-museu modelo etiquetado e rótulo para o sub-tema.

 

 

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