Revista de conteúdo perene, voltada para os colecionadores de miniaturas de metal. Apoio Cultural:

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Avaliando Die-cast 01

 

 

 

Esta seção visa exibir os diversos meios de avaliação de uma miniatura die-cast.

 


 

Grau de Apuração Técnica (GAT) de um modelo

(A classificação para automodelos nas escalas 1/12, 1/18 e 1/24)

 

A. Soares

 

Homenagem

 

É fato que os modelos, das marcas americanas Fairfield, Danbury e Franklin Mint são os mais perfeitos dentro do universo das miniaturas de metal. Sendo assim, ao idealizarmos uma classificação para automodelos das escalas 1/12, 1/18 e 1/24, o Grau de Apuração Técnica (GAT), prestamos uma justa homenagem a estes fabricantes norte-americanos, que com sua técnica, esmero e amor nos levam a um mundo de sonhos.

 

Relevância e necessidade

 

Ao ingressarmos no mundo do colecionismo de miniaturas de automóveis, sentimos, falta da existência de um método de avaliação mais criteriosa (no sentido de científica) para indicar o valor de um modelo.

 

Apesar de existir um justo sentimento de amor, por parte dos colecionadores, que não limitam o valor da sua miniatura ao gasto financeiro empreendido (preço do modelo), achamos, que existe uma necessidade de criarmos um sistema mais científico/cultural.

 

Este sistema utilizaria um conjunto de avaliações que permitem checar a qualidade final (técnica) e o valor cultural (histórico) do modelo. Assim, avaliando a técnica empregada na elaboração da miniatura e o peso cultural da marca, série ou raridade, chegamos ao GAT.

 

O que é?

 

É um conceito elaborado por nós (Coleção GAL/RJ), que permite classificar os modelos de autos, nas referidas escalas, quanto a sua qualidade máxima.

 

O GAT é dado por uma escala de pontos. Os modelos apresentam certas qualidades (técnicas + culturais). A avaliação em conjunto destas qualidades, nos permite classificá-los em uma escala de pontos, idealizada por nós, que vai de zero (0) a dez (10).

 

Como avaliar o GAT?

 

Aos dois conjuntos de qualidades o técnico e o cultural é dada um pontuação, após uma comparação hipotética com um modelo imaginário que teria as seguintes qualidades...

 

Primeiros aspectos referentes, à parte técnica

 

a) Suspensão articulável em conjunto com a direção. Esta qualidade, quando presente em uma miniatura, permite que a sua pontuação comece a partir de três (3) pontos GAT. Nos casos em que apenas articula-se a suspensão (a direção é fixa), a pontuação do modelo inicia-se a partir de um e meio (1,5) ponto GAT. Modelos que não apresentam esta característica iniciam com pontuação zero (0);

 

b) Conjunto de portas, capô e tampa da mala basculantes. Uma vez situados, na cotação inicial, os modelos recebem mais um e meio (1,5) ponto GAT se todos os quesitos deste item abrirem, (1) ponto GAT se abrirem apenas portas e capô e meio (0,5) ponto GAT se abrirem somente às portas. Finalmente, nos poucos casos em que nada abre, não haverá crédito;

 

c) Qualidade do acabamento externo (carroceria, chassis e suspensão). Neste item, os modelos recebem mais um (1) ponto GAT se existirem 80% dos caracteres abaixo listados, meio (0,5) ponto GAT se existirem apenas 50% e nenhum se o percentual de registro for menor.

Caracteres:

C1  Diferencial (se for o caso) individualizado;

C2  Distintivos da marca e modelo;

C3  Escapamentos  individualizados;

C4  Faróis, lanternas dianteiras e traseiras (se for o caso) individualizados;

C5  Pintura (originalidade) e cromagem em geral: frisos, tela do radiador, pára-choques etc... (se for o caso);

C6  Limpadores de pára-brisa individualizados ou distinguíveis;

C7  Placas traseira e/ou dianteira (se for o caso);

C8  Peças da suspensão: balança, amortecedores, molas, feixe de molas etc... individualizados;

C9  Retrovisores externos;

C10  Rodas, calotas (se for o caso) e pneus originais.

 

Observação 1. Quando o automóvel original, não apresentar um dos caracteres acima relacionados, ele deve ser considerado como nulo na avaliação do modelo em escala.

 

d) Qualidade do acabamento interno (cockpit e motor). Neste item, recebem os modelos mais um (1) ponto GAT se existirem 80% dos caracteres abaixo citados, meio (0,5) ponto GAT se existirem apenas 50% e nenhum se o percentual de registro for menor.

Caracteres:

C1  Alavanca de câmbio individualizada;

C2  Bancos articulados;

C3  Cinto de segurança (se for o caso);

C4  Direção com o comando de seta (se for o caso);

C5  Painel com destaque (adesivos ou pintura);

C6  Pedais legíveis;

C7  Peças do motor (ex.: cabeçote, carburador, radiador etc...) destacadas;

C8  Presença do forro distinguível nas portas e/ou pintura dos bancos (se for o caso);

C9  Retrovisor interno;

C10  Quebra-sol.

 

Observação 2. Quando o automóvel original, não apresentar um dos caracteres acima relacionados, ele deve ser considerado como nulo na avaliação do modelo em escala.

 

Segundos aspectos, referentes à parte cultural

 

a) Peso da marca. É conferido de acordo com ao valor técnico/cultural, que por sua vez, é obtido através de uma média entre os seguintes critérios: antiguidade, tecnologia e esmero na fabricação dos modelos. Logo, o modelo recebe mais um (1) ponto GAT para as melhores marcas (super-top lines ou top lines*), meio (0.5) ponto GAT para as intermediárias (medianas*) e nenhum para as menos cotadas (populares*).

 

b) Peso da série. Para modelos de séries atípicas, tais como: exclusivas, baixa tiragem etc..., deve-se acrescentar mais um (1) ponto GAT. Os modelos de séries vulgares (com vasta tiragem) devem ser considerados típicos e assim, não recebem pontos;

 

c) Peso do modelo. Para modelos extremamente raros deve-se acrescentar mais um e meio (1,5) ponto GAT; para os raros devemos creditar um (1) ponto GAT; e finalmente, para os de difícil acesso, meio (0,5) ponto GAT. Modelos vulgares devem ser considerados populares, e assim, não recebem pontos.

 

Para descobrir a cotação ou categoria de uma marca (super-top lines, top lines, medianas ou populares), consulte o texto “Lista das marcas die-cast” na página nº 03 desta seção.

 


 

Como proceder para realizar a classificação do GAT

 

Para realizarmos a classificação de um modelo de modo seguro, é aconselhável que organizemos os dados em uma tabela ou ficha de modo a evitarmos confusões. Esta tabela, deve ser dividida em sítios, que por sua vez deverão ser divididos em lacunas, que servirão para as marcações dos itens avaliados.

 

Nelas deverão ser marcados, com X, os itens presentes no modelo e os respectivos pontos acumulados em cada sítio.

 

Observação 3. Quando determinada característica não puder ser avaliada, devido aos motivos acima citados nas obs. 1 e 2, a lacuna correspondente deve ser anulada ou preenchida com sinal de nulo (Ø).

Abaixo apresentamos um exemplo de tabela ou ficha a ser usada para classificar um modelo segundo o Grau de Apuração Técnica.

 

Clique aqui para acessar tabela automática

 

Atenção novidade! Clique na figura da tabela acima e abra uma planilha do Excel montada pelo nosso colega Leonardo  Dueñas, para elaborar o GAT automaticamente! Fique também a vontade para baixá-la para o seu computador.

 

 

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