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Grau de Apuração Técnica
(GAT) de um modelo
(A classificação
para automodelos nas escalas 1/32, 1/36, 1/38 e 1/43)
A. Soares
Homenagem
É fato que a história dos modelos die-cast de porte médio,
mais precisamente das miniaturas na escala 1/43, pode ser dividida em antes
e depois da marca francesa Solido. Suas réplicas com apurado grau
de detalhamento e com o tradicional sistema de suspensão, foram
um marco na história die-cast.
Também
digna de menção, é à atual, e germânica Minichamps. Segundo marco na história dos modelos na escala 1/43,
esta marca se notabiliza hoje como uma espécie de Franklin Mint
das minaturas die-cast em 1/43.
Sendo assim,
ao idealizarmos uma classificação para automodelos nas escalas
1/32, 1/36, 1/38 e 1/43, o Grau de Apuração Técnica
(GAT), prestamos uma justa homenagem a estes fabricantes europeus, que
com sua técnica, esmero e amor nos levam a um mundo de sonhos.
Relevância
e necessidade
Ao elaboramos o GAT para as escalas maiores (1/12, 1/18 e 1/24) nos foi solicitado, por
colecionadores de modelos na escala mais clássica, e mater, do die-cast
hobby que é a escala 1/43, uma ferramenta similar que ajudasse a
classificar seus modelos quanto à técnica empregada pelos
fabricantes na elaboração destes. Assim, apresentamos aqui
o GAT para os modelos destas referidas escalas. A exemplo do dito quando
da apresentação do GAT para grandes modelos, reforçamos
que sua utilização é uma boa ferramenta de apoio para
um enquadramento das miniaturas de um modo mais científico/cultural.
Logo, utilizando-se de um conjunto de avaliações que permitem
checar a qualidade final (técnica) e o valor cultural (histórico)
do modelo, temos uma nota que é o produto dos diversos quesitos
indicadores, ou classificadores, do nível da miniatura.
O que é?
É um conceito elaborado por nós (Coleção GAL/RJ),
que permite classificar os modelos de autos, nas referidas escalas, quanto a sua
qualidade máxima.
O GAT é
dado por uma escala de pontos. Os modelos apresentam certas qualidades
(técnicas + culturais). A avaliação em conjunto destas
qualidades, nos permite classificá-los em uma escala de pontos,
idealizada por nós, que vai de zero (0) a dez (10).
Apesar
de considerarmos para avaliação do GAT, um conjunto de caracteres
similares aos eleitos para os modelos de escalas maiores, tivemos que pesar
a importância destes de um modo mais próprio aos modelos de
médio porte.
Assim,
por exemplo, a famosa articulação entre a direção
e eixo das rodas não está presente em tal apreciação,
sendo substituída por uma avaliação das suspensões.
Outra coisa importante é dizer que o bascular, ou articular, de portas e
capô, não tem a mesma importância que nas escalas maiores onde sua
obrigatoriedade é fundamental.
Como avaliar
o GAT?
Aos dois conjuntos de qualidades, o técnico e o
cultural é dada uma pontuação, após comparação hipotética com um modelo
imaginário que teria as seguintes qualidades...
Primeiros aspectos, aqueles referentes à parte
técnica
a)
Elaboração completa do conjunto das suspensões: eixos, rodas e pneus
(banda de rodagem e laterais) similares aos originais.
Este
item é fator de destaque quando checamos a qualidade de uma miniatura dentro das
escalas aqui analisadas. Apresentar este conjunto de um modo mais próximo ao
modelo original é sinônimo de esmero. Esmero este que é difícil de se achar na
elaboração das miniaturas de marcas menos técnicas. Assim, por exemplo, no caso
dos eixos, é comum se notar a substituição errônea dos eixos originais por um
simples eixo que transpassa de lado a lado a miniatura.
Portanto, quando presente, ou seja, replicado por completo o conjunto eixos,
rodas e pneus em uma miniatura, permite que a sua pontuação
comece a partir de três (3) pontos GAT. Nos casos em que existem
duas replicações, ou seja, estão reproduzidos: os
eixos e rodas, eixos e pneus ou roda e pneus, os modelos recebem um (1,5)
ponto e meio GAT. Já quando observamos apenas a replicação
completa de um item (eixos, rodas ou pneus) o modelo recebe apenas um (1)
ponto GAT. Por fim, quando os modelos não apresentam esta característica sua
avaliação não recebe ponto;
Observação 1. Considerações sobre o conjunto de portas, capô e tampa da mala
basculantes. O peso deste item é muito controverso! Existem
grupos de colecionadores que o acham importante, e por isto, determinante
da qualidade da miniatura. Porém, há outros colecionadores,
mais contemporâneos, que não creditam importância ao bascular
de portas e capôs em miniaturas de médio porte. Relatam que modernamente a
qualidade dos modelos em escalas menores não só, não está ligada, por exemplo,
ao abrir e fechar de portas, como este recurso é antagônico para uma replicação
mais exata da miniaturas. São corroborados pelos fabricantes tops que não lançam
mão deste recurso nos seus modelos, e que nem por isto, perdem em qualidade.
Muito pelo contrário, pois, a ausência das tais articulações permite realmente
um ganho na formulação do interior do modelo.
Com a
existência de tal controvérsia, optamos então, por não levar em conta tal
recurso! Ou seja,
esta característica é nula para efeito de GAT! Todavia,
para que o item B de nossa avaliação não fique sem
efeito, substituímos o controverso caráter bascular ou articular
portas, por outro, muito importante para esta escala, que é a apresentação!
Logo, avaliamos os modelos pela presença do conjunto que os protege e exibe!
b)
Conjunto de proteção e exposição dos modelos.
Aqui é creditado um e meio (1,5) ponto GAT para modelos que tem
caixa individualizada, placa ou pedestal expositor e identificação
grafada integrada no conjunto. Modelos com dois dos itens presentes recebem
um (1) ponto GAT, já modelos com apenas um dos itens recebe meio
(0,5) ponto GAT e, por fim, modelos que não apresentam os quesitos não recebem
pontos;
c) Qualidade do acabamento externo (carroceria, chassis e suspensão).
Neste item, os modelos recebem mais um (1) ponto GAT se existirem
80% dos caracteres abaixo listados, meio (0,5) ponto GAT se existirem apenas 50%
e nenhum se o percentual de registro for menor.
Caracteres:
C1
Diferencial e/ou caixa de câmbio (se for o caso), distinguíveis;
C2
Distintivos da marca e/ou modelo presentes de alguma forma;
C3
Escapamentos distinguíveis;
C4
Faróis e/ou lanternas dianteiras e traseiras (se for o caso) individualizados;
C5 Pintura e cromagem
em geral: frisos, tela do radiador, pára-choques etc... (se for o caso),
originais;
C6
Presença do conjunto dos vidros;
C7
Limpadores de pára-brisa distinguíveis;
C8
Placas, traseira e/ou dianteira (se for o caso) ou célula para as placas;
C9
Peças da suspensão: balança, amortecedores, molas, feixe de molas etc...
distinguíveis;
C10
Retrovisores externos.
Observação
2. Quando o automóvel original, não apresentar um dos caracteres acima
relacionados, ele deve ser considerado como nulo na avaliação do modelo em
escala.
d) Qualidade do acabamento interno (cockpit e motor, se caso for). Neste
item, recebem os modelos mais um (1) ponto GAT se existirem 80% dos caracteres
abaixo citados, meio (0,5) ponto GAT se existirem apenas 50% e nenhum se o
percentual de registro for menor.
Caracteres:
C1 Estado geral da visibilidade do cockpit;
C2
Bancos distinguíveis;
C3
Direção individualizada;
C4
Alavanca de câmbio individualizada;
C5
Painel distinguível;
C6
Pedais legíveis;
C7
Motor distinto (se for o caso de abertura de capô);
C8
Presença do forro interior e pinturas (se for o caso) tratadas;
C9
Retrovisor interno;
C10 Quebra-sol.
Observação
3. Quando o automóvel original, não apresentar um dos caracteres acima
relacionados, ele deve ser considerado como nulo na avaliação do modelo em
escala.
Segundos aspectos, aqueles referentes à parte cultural
a) Peso da marca. É conferido de acordo com ao valor técnico/cultural,
que por sua vez, é obtido através de uma média entre
os seguintes critérios: antiguidade, tecnologia e esmero na fabricação
dos modelos. Logo, o modelo recebe mais um (1) ponto GAT para as melhores
marcas (super-top lines ou top lines*), meio (0.5) ponto GAT para as
intermediárias (medianas*) e nenhum para as menos cotadas (populares*);
b) Peso da série. Para modelos de séries atípicas,
tais como: exclusivas, baixa tiragem etc..., deve-se acrescentar mais um
(1) ponto GAT. (Os modelos de séries vulgares (com vasta tiragem)
devem ser considerados típicos e assim, não recebem pontos);
c) Peso do modelo. Para modelos extremamente raros deve-se acrescentar
mais um e meio (1,5) ponto GAT; para os raros devemos creditar um (1) ponto
GAT; e finalmente, para os de difícil acesso, meio (0,5) ponto GAT.
Modelos vulgares devem ser considerados populares, e assim, não recebem pontos.
* Para descobrir a cotação
ou categoria de uma marca (super-top lines, top lines, medianas ou populares),
consulte o texto "Lista das marcas die-cast" na página nº 03
desta seção.
Como proceder para realizar a classificação
do GAT
Para realizarmos
a classificação de um modelo de modo seguro, é aconselhável
que organizemos os dados em uma tabela ou ficha de modo a evitarmos confusões.
Esta tabela, deve ser dividida em sítios, que por sua vez deverão
ser divididos em lacunas, que servirão para as marcações
dos itens avaliados.Nelas deverão ser marcados, com X, os itens
presentes no modelo e os respectivos pontos acumulados em cada sítio.
Observação 4. Quando
determinada característica não puder ser avaliada, devido
aos motivos acima citados nas obs. 2 e 3, a lacuna correspondente deve
ser anulada ou preenchida com sinal de nulo (Ø).
Abaixo apresentamos um exemplo de
tabela ou ficha a ser usada para classificar um modelo segundo o Grau de
Apuração Técnica.

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