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Revista de conteúdo
perene, voltada para os colecionadores de miniaturas de metal. Apoio Cultural: |
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Coluna Mr. Matchbox 07 |
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A matéria desta coluna foi extraída do fascículo
de número 7, ano 1, 1999, da revista encarte
Mini Models
que acompanhou a Revista Auto & Técnica. |
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Na metade dos anos 60, a Ford tentou comprar a Ferrari, mas houve forte
resistência dos italianos (que consideraram a oferta uma abominável
heresia), e o negócio não se concretizou. A idéia
da Ford era ter uma equipe forte disputando as provas de Endurance, como
a tradicional
“24 horas de Le Mans”. Como a negociação com
a Ferrari não deu resultado, a solução para a Ford
foi montar seu próprio carro. A Ford Europa desenvolveu a parte
de carroceria, e a Ford norte-americana trabalhou na mecânica. Assim
surgiu o lendário Ford GT 40 (para quem não sabe, o
“40”
vem das 40 polegadas de altura, cerca de 1metro). Era baseado num protótipo
de Eric Bradley, e as carrocerias foram feitas na fábrica da Lola,
na Inglaterra. Em teoria, podiam ser comprados nos concessionários Ford dos Estados
Unidos por US$ 20 mil. Mas só teoricamente. Estreou nas pistas em
1964, no
“1000km de Nurburgring”, pilotado por Phil Hill. Era o GT 40 MK-I,
e teve inúmeras evoluções e variações,
conquistando vitórias históricas, como em Daytona, Sebring
e três vezes Le Mans.
Os primeiros GT 40 tinham muitas opções de motores: o mais
popular era o 4.5V8 (entre 380 e 400cv), depois os 4.7V8 e 5.5V8 e 427V8
NASCAR (425cv). Saíram de linha em 1968, depois de 123 unidades
produzidas nas mais diversas configurações. Saiu das pistas
mas se transformou em lenda, perpetuada em dezenas de réplicas.
Hoje existem diversas miniaturas dos Ford GT 40, e por isso A&T Mini
Models decidiu testar dois modelos, na escala 1:43. O branco é da
Bang italiana e reproduz um MK-I de 1966; o azul é da Eagle’s Race
chinesa (sucessora da Joeuf francesa), reprodizindo o carro nº. 11
que correu em Daytona no ano de 1967. |
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APRESENTAÇÃO
O Bang vem num display plástico protegido com caixa de papelão,
enquanto o Eagle’s vem também no mesmo tipo de embalagem, só
que maior, com uma alça para ficar pendurada e com o nome do modelo
gravado. Acabam até se equivalendo, já que nenhuma se destaca,
com discreta vantagem para o Eagle’s.
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ESCALA
O Ford GT 40 original tinha - em média, pois carros de competição
sofrem muitas variações - 4,0 metros de comprimento, 1,6m
de largura, 1,0m de altura, 2,1m de entre-eixos, 1,1m de bitola dianteira
e 1,2 de bitola traseira. Reduzindo estas medidas 43 vezes (para chegar
à escala 1:43), teríamos 9,3/3,7/2,3/4,8/2,5/2,7cm.
Surpreendentemente os dois modelos estão muito bem proporcionados.
Nas medidas feitas com instrumento de precisão, o Bang apresentou
9,3/3,8/2,1/5,0/2,6/2,7cm e o Eagle’s 9,3/4,2/2,1/5,0/2,6/2,7cm. A maior
largura do Eagle’s se deve ao fato dele ser a reprodução
de uma versão carroceria com os pára-lamas traseiros mais
largos. Isso significa que são os modelos mais fiés em tamanho
de todos os já testados po Mini Models. Parabéns às
duas marcas.
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PINTURA
Um é branco com faixas vermelhas,
outro é azul marinho com faixas laranja e brancas. As pinturas são de boa
qualidade e textura, brilhantes e cobrem também as partes internas visíveis das
carrocerias. A decoração é feita por meio de decalques, e não com pintura silk-screen como está se tornando comum,
mas isso não compromete o resultado final. Com o tempo, porém,
a tendência é de que as decalques se estraguem. Pode-se considerar
um empate entre ambas.
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CROMADOS/ESPELHOS
Carros de corrida não têm
muitos cromados. No Bang,
estão cromadas as tampas dos bocais de reabastecimento, partes do
motor, alavanca de câmbio e grade traseira. No Eagle’s, cromados
no motor, caixa de câmbio e escapamento. Os carros não tem
espelhos retrovisores externos, que também não equipavam
todos os originais. Novo empate.
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EMBLEMAS/DECORAÇÃO
Nessa escala, emblemas passam a ser
um sério problema. Mas em carros de corrida, que praticamente não os usam, tudo
bem. A decoração, como já dissemos, fica restrita às decalques de faixas,
números e - no Eagle’s - patrocinadores. Mais uma vez, empate.
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PLÁSTICOS
Na parte de
“vidros”,
vantagem para o Bang, que tem os plásticos
mais transparentes e as janelas laterais melhor detalhadas. Os faróis
do Eagle’s são melhor acabados, da mesma forma que as lanternas
traseiras do Bang. O chassi do Bang é em plástico, muito
simples e pouco detalhado. Ambos tem limpador de pára-brisas.
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RODAS/PNEUS
As rodas do Eagle’s são melhores e mais bonitas que as do modelo
italiano, seja em desenho, seja em acabamento. Ambos contam até
com porcas de cubo-rápido. Os pneus do Eagle’s também são
mais bem feitos e contam ainda com a inscrição
“Firestone”
nas laterais, enquanto os freios estão ausentes nos dois casos.
vantagem para o Eagle’s.
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INTERIOR
O interior do Bang é um mistério (quase virtual), pois suas
portas não abrem, e por isso não dá para fazer uma
análise mais detalhada. Já o Eagle’s, com suas portas móveis,
apresenta interior bem detalhado, onde é possível observar
o painel de instrumentos, emblema no volante, bancos bem fiéis e
até a saída de ar superior do painel. Por isso, vantagem
clara para o Eagle’s.
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MOTOR/CÂMBIO
O motor do Bang reproduz uma unidade aparentemente com carburador, enquanto
o do Eagle’s tem as oito
“bocas” do sistema de injeção. Não
são detalhados, mas o Eagle’s é um pouco mais bem acabado.
O câmbio do Eagle’s é uma peça à parte, enquanto
o do Bang é só um relevo discreto fundido no chassi.
Outra vantagem para o modelo chinês.
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CARROCERIA
Os dois modelos são excelentes em
termos de proporções, mas as carrocerias seguem tendências opostas. O Eagle’s tem o capô
traseiro e as portas móveis, enquanto o Bang tem só o capô
móvel. Além disso, a carroceria do Eagle’s é melhor
detalhada, em especial nas tomadas e saídas de ar. No geral o chinês
parece ser mais fiel ao real que o Bang.
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MONTAGEM
Sem dúvida nenhuma, a montagem
final e geral do Eagle’s é
melhor que a do Bang. O carrinho chinês tem chassi em metal fixado
à carroceria por seis parafusos. O Bang, mais modesto, tem chassi
plástico e apenas um parafuso. Os eixos do Eagle’s são mais
firmes e ele conta com três peças móveis na carroceria
(duas portas e capô), enquanto o Bang tem eixos mais frágeis
e
“soltos”, e só a tampa traseira móvel. Detalhes bem cuidados,
com a grade da tampa traseira do modelo chinês, valorizam muito o
visual da miniatura.
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CONCLUSÃO
O vencedor foi o Eagle’s, e para quem se espanta com a qualidade desta
miniatura chinesa, convém lembrar que a Universal Hobbies, de Hong
Kong (o fabricante), comprou a Joeuf francesa, e entre os moldes - e know-how
- adquiridos, está este Ford GT 40. O Bang, feito em escala de produção
mais reduzida pela fábrica italiana de Pesaro, na Itália,
não deixa muito a desejar, já que é preciso considerar
os recursos (menores) que a marca tem. Custam em torno de R$ 40 cada um,
e aí pode-se optar pela melhor qualidade do Eagle’s ou pela maior
exclusividade do Bang.
Dos 110 pontos possíveis, o Eagle’s conquistou 79,5; o Bang ficou
logo atrás, com 73 pontos. Mas pela precisão da escala, os
dois merecem aplausos.
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AVALIAÇÃO |
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ITEM |
Eagle’s |
Bang |
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Apresentação |
7,5 |
7,0 |
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Escala |
9,0 |
9,0 |
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Pintura |
7,0 |
7,0 |
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Cromados/Espelhos |
7,0 |
7,0 |
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Emblemas/Decoração |
7,0 |
7,0 |
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|
Plásticos |
7,0 |
7,0 |
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Rodas/Pneus/Freios |
7,0 |
6,0 |
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|
Interior |
7,0 |
5,0 |
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|
Motor/Câmbio |
7,0 |
6,0 |
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Carroceria |
7,0 |
6,0 |
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Montagem |
7,0 |
6,0 |
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TOTAL |
79,5 |
73 |
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Toda
a intimidade do Eagle’s e do Bang. |
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Parte
mecânica é mais detalhada no Eagle’s. |
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Notas do DCC
Team:
1ª A
qualidade das fotos deste artigo, é resultado de nossa intenção
em manter o peso histórico/cultural dado esta coluna, pela manutenção
sempre que possível, do estado das imagens na edição
original. Todavia, por questão de padronização, onde
limitamos o número de imagens por página em dez, retiramos
dois pares de fotos desta matéria. Acreditamos que isto não
venha à causar nenhuma perda, pois, as imagens subtraídas
são similares as que se encontram no ar;
2ª O
layout exposto (cores, tipos etc...), também procura conservar o
aspecto da obra original;
3ª Foi
incluída nesta edição de Mini Models, uma tabela com
resumo das cotações dos itens. Nós temos reproduzi-la
de modo mais fiel o possível;
4ª Também
é possível notar, que houve uma pequena mudança nas
cores das notas e diagramação de cada quesito;
5ª Os
valores das miniaturas são os de 1999.
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