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Revista de conteúdo
perene, voltada para os colecionadores de miniaturas de metal. Apoio Cultural: |
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Coluna Mr. Matchbox 09 |
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A matéria desta coluna foi extraída do fascículo
de número 9, ano 1, 1999, da revista encarte
Mini Models
que acompanhou a Revista Auto & Técnica. |
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O Mazda Miata completou 10 anos de mercado (foi lançado em 1989)
e sempre fez muito sucesso, por causa de suas linhas que lembram os pequenos
conversíveis ingleses dos anos 60. Logo surgiram também as
primeiras miniaturas, em diversas escalas, que evoluíram com o passar
do tempo.
Para este comparativo, AT & Mini Models escolheu dois modelos na escala
1:18. Um é da Kyosho (verde escuro), uma das marcas consideradas
“top”; o outro é da estreante Gate (na cor azul), que acabou de
chegar ao mercado com bom nível de qualidade. Vamos conferir como
se saíram os dois. |
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APRESENTAÇÃO
A apresentação do Kyosho é digna de um modelo top.
A caixa é preta com gravações em dourado, luxuosa,
e o modelo vem bem acondicionado em isopor. Já o Gate utiliza a
tradicional caixa de papelão com janelas transparente e suporte
em plástico. Em termos de segurança para o modelo, vantagem
para o Kyosho. Uma curiosidade: o Kyosho vem acompanhado de teto removível
e um suporte tipo
“carrinho de mão” para alojá-lo.
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ESCALA
Aqui a maioria das miniaturas peca
feio. E dessa vez não foi diferente. O Miata real tem as seguintes dimensões: 3,97m de comprimento, 1,22m
de altura, 1,68m de largura, 2,26m de entre-eixo, 1,41 de bitola dianteira
e 1,44m de bitola traseira. Reduzidos para a escala 1:18, estas medidas
são, respectivamente, 22/6,7/9,3/12,5/7,8/8,8cm.
Utilizando-se instrumentos de precisão, chegamos às seguintes
medidas no Kyosho: 21/5/8,7/12,3/7/7,4cm. Ou seja, o Kyosho é totalmente
fora de escala, e só se aproximou numa medida; o Gate também
é fora de escala, mas chegou mais perto nas outras cinco.
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PINTURA
A pintura do Kyosho é melhor que a do Gate, em textura, tonalidade
de cor e acabamento. A do Gate não chega a ser ruim, mas existem
áreas mais escondidas que não receber tinta. Pequena vantagem
para o Kyosho.
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CROMADOS/ESPELHOS
Originalmente o Miata é despojado de cromados, e isso se reflete
nas miniaturas. No Kyosho, absolutamente nenhuma peça é cromada. Já
no Gate, São cromados as maçanetas, antena e escapamento
completo. Não é fiel, mas dá um bom resultado final,
por demonstrar maior cuidado do fabricante com a montagem. Em termos de
espelhos, nos dois casos são adesivos refletivos, mas os da Kyosho
são aplicados com maior cuidado.
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EMBLEMAS/DECORAÇÃO
O carro da Kyosho tem emblemas melhores e mais fiéis que os do Gate.
Há uma inscrição
“Mazda” no lado esquerdo do pára-choques
dianteiro e dois emblemas traseiros, enquanto o Gate só tem um embleminha
da Mazda na frente. Além disso, o Kyosho tem também a placa
traseira identificando o modelo.
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PLÁSTICOS
O pára-brisa do Gate é menor, mas mais acabado, contando
inclusive com moldura preta em plástico de melhor transparência.
No Kyosho o pára-brisa fica ligeiramente desencaixado da estrutura,
o que é imperdoável. Os faróis e lanternas dianteiras
são melhores no Kyosho, que conta inclusive com os faróis
principais escamoteáveis (inexistente no Gate). Os repetidores de
piscas e os refletores laterais são de melhor qualidade no Gate,
que apresentam lentes plásticas, enquanto no Kyosho são pinturas
e decalques. Na traseira, as lanternas do Kyosho seriam melhores não
fosse a textura estranha que apresentam. Por outro lado, apresenta a terceira
luz de freio, inexistente no Gate. Os limpadores de pára-brisa se
equivalem, mas os do Gate são posicionados com mais fidelidade.
Na média acaba dando empate.
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RODAS/PNEUS
As rodas do Kyosho são melhor detalhadas e pintadas que o Gate.
Além disso, o pneu do Kyosho é de melhor qualidade, com borracha
fosca e apresenta até a identificação do fabricante
nas laterais. Em termos de freios ambos ficam devendo, pois, não
apresentam nada. Uma vantagem para o Gate: o Kyosho não tem estepe.
Por isso, acabam empatando de novo.
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INTERIOR
Aqui vantagem clara para o Kyosho, que usa material aveludado no carpete
e interior do porta-malas. Além disso, o Kyosho é melhor
acabado, com detalhes imitando madeira, instrumentação do
painel mais fiel e bancos macios. Porém, as dobradiças das
portas ficam aparentes, o que não acontece com o Gate. Por isso,
empate. Outra curiosidade: os modelos representam carros de mercados distintos,
pois o Kyosho tem volante do lado direito e o Gate dolado esquerdo. A combinação
de cores do Kyosho (verde escuro com interior bege) é muito agradável.
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MOTOR/CÂMBIO
No Gate, o motor é bem detalhado, mas é grande demais. No
Kyosho, os detalhes são bons e chegam a destacar até os cabos
de vela e reservatórios de líquidos. Nenhum é grande
coisa, mas o Kyosho mostrou um pouco mais de atenção por
parte do fabricante. Vistos por baixo, a caixa de câmbio do Kyosho
é pintada em alumínio e apresenta ainda um reforço
estrutural que serve também de suporte para o cardã. O Gate
tem tudo em plástico preto.
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CARROCERIA
Nos dois modelos, portas e tampas
se abrem. No Kyosho, tampa do capô
e porta-malas não têm molas, e por isso tendem a se fechar.
No Gate acontece o mesmo. Os encaixes são bons nos dois, mas como
dissemos antes, o Gate tem áreas aparentes sem pintura e o Kyosho
é mais fiel ao desenho original (apesar de errar nas medidas). Discreta
vantagem para o Kyosho.
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MONTAGEM
Os modelinhos da Kyosho e da Gate têm o chassi preso à carroceria
por seis parafusos, numa montagem firme e segura. As rodas do Kyosho são
mais firmes e as suspensões são rígidas; no Gate as
rodas são um pouco fouxas, mas as suspensões traseiras tem
molas. O Kyosho parece ser mais robusto, mas peca pelas suspensões
“duras”. Empate.
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CONCLUSÃO
Como era de se esperar, o Kyosho bateu o Gate, obtendo 77 pontos de 110
possíveis, enquanto o Gate ficou com 72,5 pontos dos 110 que disputou.
Esse resultado pode até ser considerado normal, mas se considerarmos
o custo de um Kyosho (cerca de R$ 100) e de um Gate (R$ 50), a vantagem
do Kyosho deveria ser esmagadora. Mas essa pequena vantagem ocorreu especificamente
no caso do Miata, pois outros carros da Kyosho não têm rivais
no mercado, caso do NSX ou do Shelby Cobra.
Na relação custo/benefício, vantagem para o Gate.
Em termos de exposição, vitória para o Kyosho. Aí
entra o gosto do colecionador para decidir.
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AVALIAÇÃO |
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ITEM |
Kyosho |
Gate |
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Apresentação |
8,0 |
6,5 |
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Escala |
6,0 |
7,0 |
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Pintura |
7,0 |
6,0 |
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Cromados/Espelhos |
7,0 |
6,5 |
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Emblemas/Decoração |
7,0 |
6,0 |
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Plásticos |
7,0 |
7,0 |
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Rodas/Pneus/Freios |
7,0 |
7,0 |
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|
Interior |
7,0 |
7,0 |
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Motor/Câmbio |
7,0 |
6,0 |
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Carroceria |
7,0 |
6,5 |
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Montagem |
7,0 |
7,0 |
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TOTAL |
77 |
72,5 |
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Notas do DCC
Team:
1ª A
qualidade das fotos deste artigo, é resultado de nossa intenção
em manter o peso histórico/cultural dado esta coluna, pela manutenção
sempre que possível, do estado das imagens na edição
original;
2ª O
layout exposto (cores, tipos etc...), também procura conservar o
aspecto da obra original;
3ª Foi
incluída nesta edição de Mini Models, uma tabela com
resumo das cotações dos itens. Nós temos reproduzi-la
de modo mais fiel o possível;
4ª Também
é possível notar, que houve uma pequena mudança nas
cores das notas e diagramação de cada quesito;
5ª Foram
feitas, algumas inclusões de artigos no texto, afim de proporcionar
melhor entendimento do conteúdo;
6ª Os
valores das miniaturas são os de 1999.
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