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Na produção em grande escala, a injeção do ZAMAC no molde é feito por máquinas
de câmara quente, onde o metal na temperatura de 470ºF é
injetado sob grande pressão (de 1.500 psi à 4.500 psi – ou
até mais), o que permite preencher completamente o molde entre 5
a 30 milissegundos. É provável que alguns fabricantes utilizem máquinas de
câmara fria, onde a produção é menor por ter alimentação manual, mas que
trabalham com maiores pressões.
A título de curiosidade é digno de se mencionar, conforme
descrito pelo Sr. Kurt Hamberger , que produziu os moldes para os carros
e caminhões da linha Roly Toys ao final dos anos 60, que
nunca se construíram protótipos das miniaturas, sendo o trabalho
executado diretamente no molde. Sendo eu um profundo desconhecedor do assunto,
fico constantemente tentando imaginar como isso era possível! Muito
interessante também foi saber que as máquinas que faziam
a injeção do ZAMAC eram de operação totalmente
manual. Após retiradas dos moldes, as peças metálicas
são aparadas, polidas em centrífugas contendo pedrinhas de
cerâmica, recebem o primer e as cores finais. As carrocerias recebem
então os detalhes de acabamento exterior, em filme adesivado, decalque
ou carimbo.
O processo de carimbo é engenhoso, onde cada carimbo
produzido em silicone imprimirá uma cor na carroceria, produzindo
logomarcas, números de competição e mesmo quase todos
os detalhes da pintura.
Neste equipamento a carroceria é presa firmemente
à um gabarito e é conduzida aos carimbos com as cores necessárias.
É um processo que precisa ser planejado cuidadosamente já
que uma marca específica pode necessitar de várias etapas
com carimbos em cores diferentes, tendo-se de planejar a seqüência das
cores e detalhes à serem adicionados em cada fase.
Simultaneamente os outros componentes em plástico e PVC são
também injetados e recebem os acabamentos específicos, como
pintura de detalhes,
instrumentos, e em muitos casos o material para a reprodução
de carpetes e estofamentos.
Finalmente os modelos são montados, verificados, embalados e partem
então para todos os cantos do mundo. É interessante lembramos
também que foram produzidas as fotos, catálogos e demais
material promocional, assim
como as embalagens específicas para o modelo que, além
de cativar o potencial comprador devem garantir a integridade do produto
por toda a cadeia de distribuição até chegar às
mãos do comprador.
É
certo que, em um universo tão grande como o de fabricantes de miniaturas em
metal, muitas das etapas aqui descritas podem ser realizadas de forma diferente.
Existem fabricantes com uma produção extremamente limitada onde o uso da
mão-de-obra qualificada e o trabalho manual é muito maior, diferente da produção
em gigantesca escala. Assim mesmo, após conhecer um pouco todo o processo
envolvido, muitos observarão uma miniatura de forma diferente, não só apreciando
seus detalhes mas imaginando o longo caminho percorrido até que estivesse em
suas mãos.
Fontes de consulta e links:
1. The Art of Making a GMP Diecast Model,
por George S Bojaciuk – Georgia Marketing Promotions;
2. CMC Exklusive Modelle;
3. IXO Models;
4. Majorette;
5. Marklin;
6. Metalúrgica Fundimack S.A.;
7. Scale 18 (página da internet).
• Introdução
ao processo die-cast, pela NADCA - North American Die Casting
Association:
http://www.diecasting.org/faq/introduction/whatis.htm
• Como funciona o sistema
de carimbo (pad printing). Artigos diversos da companhia Pad
Printing Machinery of VT, Inc (Comec):
http://www.padprint1.com/articles.htm
• Entendendo a produção
de plásticos por injeção, pela Society of Plastic
Engineers – Injection Moulding Division:
http://www.4spe.org/sectionsdivisions/divisions/d23lessons.htm
• Entendendo a tecnologia EDM, EDM Technology
Transfer (EDMTT):
http://www.edmtt.com/about/index.html
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