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Esta seção
tem como finalidade mostrar processos de restauração, métodos
de conservação e idéias para modificações
dos automodelos die-cast.
Dicas básicas de conservação, restauração e
modificações em um automodelo
A. Soares & S.
L. dos Santos
Dicas para conservação
a) Manutenção.
a.1. Medidas
de manutenção da pintura.
A limpeza
da pintura deve ser realizada com periodicidade. Nela devemos utilizar
como instrumento um cotonete ou pedaço de pano macio. Com o cotonete
ou pano úmido com uma solução de água e sabão
neutro, remove-se a poeira e outros agentes. A lavagem é completa
pelo uso de outro cotonete ou pano úmido. Para lustrar o modelo
após a limpeza, nos casos rotineiros, onde a pintura está
em bom estado, deve-se usar cotonetes embebidos com lustradores de móveis
a base de silicone. Já nos casos mais extremos, onde a pintura encontra-se
queimada, usa-se cotonetes com cera automotiva em pequena quantidade.
Nota: Nunca use pastas muito abrasivas
pois, elas podem arranhar a pintura ou as partes plásticas do modelo.
a.2. Medida
de manutenção das partes plásticas (PVC, poliestireno
etc...).
Estas partes
também podem ser lavadas com água e sabão neutro.
Mais uma vez, aconselhável o uso de cotonetes.
Nota: Na limpeza de regiões,
como por exemplo painéis, deve-se ter cuidado pois em muitos
casos estas áreas apresentam-se cobertas por adesivos ou decalques.
b) Precauções.
b.1. Medidas
de precauções contra os danos causados por contato:
1.1. Para
modelos expostos em caixas ou stands fechados.
Stands
fechados são normalmente o melhor modo de se expor um modelo. Todavia,
algumas vezes, pode ocorrer de se transformarem em um tipo de câmara
de gás onde pequenas porções de produtos químicos
são liberadas após anos de confinamento do modelo. Neste
casos, podem ocorrer danos as miniaturas. Assim, sugere-se as precauções
abaixo.
Utilização de espaçadores
de papel ou madeira entre o suporte de fixação e o chassis
do modelo visando evitar o contato dos pneus com a base expositora. Esta
medida além de proteger a suspensão do modelo, do peso exercido
sobre ela durante longo tempo de exposição que pode dentre
vários efeitos ovalizar os pneus, também, evita possíveis
reações químicas entre o material que compõe
a base expositora e os pneus, evitando assim, a polimerização
das borrachas causadora dos efeitos de “esfarelamento ou derretimento”
que, com o tempo, “quebram” os pneus.
1.2. Para
modelos expostos em estantes pintadas, envernizadas ou enceradas.
Utilização
de suportes tipo pedestais para apoiar o chassis do modelo visando evitar
o contato dos pneus com as prateleiras. Estes suportes devem ser confeccionados
em material não derivado no petróleo para evitar reações
químicas entre eles e o chassis do modelo. Um bom exemplo é
a utilização de madeira ou o simples uso de caixas de fósforos.
Esta medida possui a mesma finalidade da exposta no item 1.1.
Nota. Se você expõe
seus modelos apoiados diretamente em uma base expositora ou prateleiras
de material que não está sujeito a toda problemática
acima descrita, por exemplo, em armários de aço, não
esqueça de a cada dois meses girar as rodas do seu modelo evitando
assim, a ovalização dos pneus pela pressão que o peso
da miniatura exerce.
b.2. Medidas
de precauções contra os danos causados pela luz:
2.1 Para
modelos expostos em caixas ou stands fechados.
Normalmente
a penetração de luz nas caixas ou stands é pequena.
Sendo assim, basta um controle ambiental evitando uma exposição
luminosa de maior intensidade.
2.2
Para modelos expostos em estantes.
No caso
de estantes fechadas por vidros repete-se a indicação do
controle na iluminação ambiente. O uso de vidro com película
protetora ou vidros “fulme” é o ideal, porém um simples posicionamento
de modo a posicionar a estante em uma região de penumbra no cômodo,
resultará em um efeito semelhante. Já no caso do uso de estantes
abertas, é indicado expor os modelos dentro de stands ou caixas.
b.3 Medidas
de precauções contra os danos causados pela umidade:
Em um país
tropical a umidade é um feroz agente provocador de danos em objetos
confeccionados em ligas metálicas. Mesmo sendo o ZAMAC bastante
resistente a oxidação, é aconselhável um controle
de umidade feito através da escolha do local onde a coleção
será exposta. Locais mais arejados são naturalmente, indicados.
Além disto, pode complementar este controle o uso de saquinhos com
sílica gel, produto químico que tem um alto poder de absorção
de umidade. Nossa experiência indica que um saquinho de 10cm
x 10cm é o indicado para proteger um par de miniaturas na escala
1/18. Para os modelos acondicionados em caixas ou stands indicamos
um saquinho por caixa. Por último, aconselhamos, realizar a secagem
dos saquinhos de 6 em 6 meses o que pode ser feito mediante a exposição
dos mesmos a uma temperatura de 35º a 40º graus durante 30 minutos.
b.4 Medidas
de precauções contra os danos causados pelo calor:
O calor embora em menor escala,
também é um agente provocador de danos em coleções
die-cast situadas nos trópicos. Ele pode por exemplo, ser o agente
que acelera as reações químicas de contato entre os
pneus e a base onde estão os modelos. Para o seu controle indicamos
escolher um local mais fresco para a colocação da coleção,
mais, com cuidado para não situá-la em uma área úmida.
Dicas para
restauração
a) Consertos
na parte metálica.
a.1. Amassados
e quebras.
As áreas
de um modelos die-cast que sofrem amassados ou quebras, dificilmente podem
ser recuperadas quando sua extensão é grande. Existem na
Europa pequenos fábricas especializadas em reparar modelos die-cast.
Elas divulgam que consertam quaisquer tipo de danos e estes reparos provavelmente
são feitos lançando mão de processos de soldagem.
Todavia, soldar o ZAMAC é uma operação de difícil
realização pois, a liga varia muito na sua composição.
Colas funcionam parcialmente pois, o reparo, não tem a durabilidade
e resistência esperada. Já, pequenas áreas podem ser
passíveis de uma lanternagem. Usando-se pequenos martelos de baixo
impacto, alicates, torno-de-mesa e massas com base em epoxi para iniciar
o serviço, corrige-se de um modo grosso o problema. Após
isto, lixas d’água, esponjas de aço e massas de polir automotivas,
concluem o tarefa.
b) Conserto
na parte plástica e de borrachas.
b.1 Amassados
e quebras.
Em geral,
estas partes de um modelo die-cast, permitem mais chances de restauração.
Assim como na parte metálica, os amassados dependem de sua extensão
para serem ou não recuperados. Usando-se técnicas de plastimodelismo,
podemos recuperar, com a ajuda de massas-cola (epoxi) áreas amassadas
que não sejam muito extensas. Quanto as quebras estas são
mais facilmente recuperáveis. Colas e massas-cola solucionam este
problema. Também, pequenos acessórios como lanternas, tomadas-de-ar
etc..., podem ser criados ou reconstruídos lançando mão
do epoxi. Em regiões que são necessários polimentos,
podemos trabalhar usando pasta-de-dentes como polidor brando. Em geral
elas recuperam, em casos extremos, pára-brisas que estão
foscos. As porções de borrachas como os pneus, podem ser
reparados com o uso de cola a base de silicone que serve para unir pontos
rasgados. Outro recurso a ser aplicado nos pneus é o uso do epoxi
para preencher porções perdidas.
c) Recuperação
da pintura.
c.1 Da
parte metálica.
Em primeiro,
lugar é preciso fazer um desmonte do modelo. Para tal, são
indicados ferramentas como torno-de-mesa, alicate, torquês, chave-de-fenda,
chave-phillips, limas e lixas. Estas ferramentas permitem quebrar, arrebitar,
dobrar etc... partes do modelo de dificíl trato. Em segundo, lugar
uma lavagem e remoção da tinta original que pode ser feita
em uma cuba com solução de solvente (aguaras, tiner, removedor etc...). O uso do solvente deve obedecer critérios de
saúde e funcionalidade. Após a secagem, uma tinta base deve
ser aplicada no modelo visando conferir a pintura final resistência.
Finalmente, a tinta definitiva deve ser aplicada com o uso de aerólito
ou pistola. Pode ser utilizada a tinta automotiva. Em alguns casos, como
por exemplo, de pequenos modelos é possível obter-se uma
boa performance com o uso de tintas spray.
c.2 Da
parte plástica.
Aproveitando
o desmonte do modelo é possível também se pintar as
suas partes plásticas. Neste caso, as ferramentas indicadas são
pincéis e estiletes bem pequenos que permitem pintar por toque os
pequenos detalhes existentes. As tintas podem ser a base de óleo
ou acrílicas. Seu uso depende do relevo e da extensão da
área a ser trabalhada.
Dicas para modificações
a) Levantamento
de dados para um projeto.
Muitos
colecionadores gostam de modificar ou personalizar seus modelos. Antes
de realizarmos tal empreitada, que submete o modelo a uma verdadeira “operação
plástica”, precisamos pesquisar o tema mais apropriado e obter de
preferência, uma boa seqüência de fotos do auto que se
quer copiar. As técnicas para a execução destas modificações
são as mesmas descritas no item “Dicas básicas para restauração
de automodelos”. Nos casos de criação abstrata, devemos ter
como meta o bom senso, pois, por melhor que seja o acabamento de uma personalização,
ela precisa tornar-se justificável, fazendo da miniatura não
só um obra de ar mais também uma peça de valor cultural.
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