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Curadoria em Die-cast 14

 

 

 

Linha de personalizações de Antonio Bittencourt (parte II), carros policiais

 

A. Soares & S. L. dos Santos

 

Minha gente, mais uma vez temos o prazer de apresentar o trabalho do nosso companheiro e metal-modelista Luiz Antonio Cesar Bittencourt. Nesta sua segunda apresentação, ele nos brinda com mais alguns modelos de carros policiais. Assim temos em exibição abaixo:

- Na 1ª linha. Uma perua VW Kombi`76 viatura da Polícia Civil do Estado de São Paulo durante a década de 70. Miniatura da marca Kinsmart na escala 1/32;

- Na 2ª linha dois modelos da Polícia Alemã. A esquerda um BMW Izetta`60, da marca Kinsmart, em 1/38 e a direita um Mercedes-Benz Classe M`00, também da Welly, em 1/32;

- Na 3ª linha dois modelos da Polícia Norte-americana. A esquerda um Chrysler PT Cruizer`00, da Polícia de Rolling Meadows da marca Kinsmart, em 1/34 e a direita um VW New Beetle`00, da Polícia de Corcoran, da marca Welly, em 1/35;

- Na 4ª linha, a esquerda, um modelo da Polícia de Luxemburgo o Golf IV`00, da Welly, em 1/32 e outro, a direita, da Polícia Austríaca o VW New Beetle`00, da del Prado, em 1/43;

- Por fim, na 5ª linha, temos um modelo da Polícia Suíça um Opel Omega`99, da marca Welly, na escala 1/43.

 

 

Viaturas policiais, súmula das modificações

 

L. A. C. Bittencourt

 

Minha coleção de miniaturas die-cast apresenta várias categorias, mas a que prende mais a minha atenção é a das viaturas policiais. Ela se subdivide em duas categorias: as “de fábrica” (já pintadas e decoradas por alguma fabricante especializada) e as “manufaturadas” (ou customizadas, como preferem alguns). No Brasil é uma categoria muito difícil de ser colecionada, pois a importação dos modelos “de fábrica” é feita em quantidade muito pequena (quase insignificante) e os modelos “manufaturados” dependem de se encontrar a miniatura do carro utilizado pelas unidades policiais brasileiras (muito difíceis de serem encontrados),  bem como de se conseguir os logotipos, também uma missão quase impossível.

 

Nesta minha segunda exposição, apresento viaturas que fiz a partir de modelos adquiridos até em feira livre, e que representam corporações policiais dos Estados Unidos, Europa e Brasil.

 

O processo de personalização destes modelos tem como primeira etapa à escolha do veículo a ser reproduzido, que como vocês já sabem, no meu caso, é uma viatura policial nacional ou estrangeira. Depois começa a busca de uma miniatura que permita esse trabalho. Essa é parte mais difícil, principalmente em se tratando de viaturas das policias brasileiras, pois, como já dei uma idéia acima, são poucas miniaturas de carros utilizados pelas organizações policiais. Aliás, é bom repetir, problema que esbarra sempre na  limitada oferta de modelos die-cast no Brasil dos carros que foram usados como viaturas policiais.

 

Uma vez escolhido o veículo e encontrada a miniatura, parte-se para o trabalho. Na primeira etapa deve-se desmanchar inteiramente a miniatura, separando-se as peças de plástico, borracha, metal, arruelas e parafusos, acondicionando-se todas elas em uma caixa para não haver extravio.

 

A seguir,  começa o processo de remoção da tinta. Usando-se “Thinner”, ou outro produto similar, retira-se totalmente a pintura original. A depois se aplica um fundo-base (eu gosto do ColorGin branco fosco para uso em isopor, que não ataca peças de plástico). Por sobre dessa base, aplica-se o desenho da versão a ser pintada, aguardando-se 24/48 horas para a estabilizarão da base. Na pintura é utilizanda tinta esmalte de boa qualidade, podendo-se usar pincel ou aerógrafo, dependendo da experiência de cada um.

 

Como sempre a parte mais elaborada e interessante são os giroflex que instalo nos modelos. Muitos espectadores ficam curiosos a respeito da maneira de como são feitos. Para construí-los existem dois modos:

1- Para os modelos de luzes múltiplas. Estes modelos são feitos usando-se um giroflex aproveitado o existente em um modelo de carro de polícia americano para produzir um molde feito com “alginato” (material usado por dentistas para obtenção de moldes para dentaduras). Esse molde pode ser usado por uns dois dias, dependendo da temperatura ambiente, e durante esse período d para reproduzir várias peças (o ideal é o iniciante procurar um dentista ou protético e aprender a preparar o material). O giroflex será feito usando-se resina acrílica transparente, também utilizada por dentistas/protéticos. Seca a peça, ela é retirada do molde e depois pintada utilizando-se verniz vitral, nas cores adequadas.

2- Para os giroflex planos ou em forma de caixa utiliza-se, como matéria prima, réguas de acrílico transparente, compradas em qualquer papelaria. A régua é cortada e os pedaços (lâminas) que serão ajustados nos tamanhos, mais ou menos, certos. Depois de obtida as dimensões das às lâminas elas são coladas, e se necessário for, e uma retificação fina para corrigir os detalhes que estejam ultrapassando o tamanho desejado. Acertado o tamanho, é só pintar, usando-se  o verniz vitral.

 

Esta é aparte do trabalho que exige mais atenção, cuidado e paciência. Uma consulta a alguém que já tenha experiência é de grande valia, também.  No meu site, cujo endereço consta na Seção de Links, há um e-mail que pode ser usado para alguma pergunta. Um grande abraço.

 

 

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