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Esta seção
irá versar sobre algumas maneiras de se registrar em fotografias
os modelos die-cast.
Técnicas gerais
L.
W. Dueñas
Introdução
Com o advento da internet e a popularização
das câmeras digitais, cada vez mais e mais colecionadores querem
fotografar e mostrar suas miniaturas no universo virtual. Este artigo pretende
então apresentar de forma sucinta as técnicas caseiras mais
comuns de se fotografar die-cast, precedidas por algumas dicas básicas.Dicas
básicas.
Dicas Básicas
A Luz
Antes de mais nada é importante lembrarmos
que a foto é resultado da luz, portanto devemos fazê-la em
função do tipo e intensidade luminosa de que dispomos. Seja
lá qual for a fonte de luz, o ideal é que ela seja o mais
dispersa o possível, incidindo homogeneamente sobre a miniatura,
evitando assim pontos com excesso e com falta de luz. As fontes de luz
mais comuns são: luz solar, flash, luz incandescente e luz fria.
A luz solar em geral proporciona belas texturas e traz realismo à
miniatura fotografada, mas é difícil de ser domada (sobretudo
dentro de casa), pois dependemos de nebulosidade, horário e até
estações do ano. O flash é o grande vilão dos
fotógrafos inexperientes, pois incidindo diretamente sobre a miniatura
causa fortes reflexos brancos e muitas sombras, mas pode ser um recurso
interessante quando rebatido indiretamente. A luz incandescente inclui,
além das lâmpadas de mesmo nome, também as dicróicas
e as halógenas; depende muito de um bom equilíbrio de branco,
pois em geral deixa a foto com um aspecto avermelhado. Por fim as lâmpadas
frias, que com sua luz branca conseguem cores mais fidedignas que as incandescentes,
mas mesmo assim necessitam de equilíbrio de branco, por conta da
tendência de azular um pouco a imagem. Sempre há uma pequena
margem para a correção de luz num software de manipulação
de imagens, mas isso depende do seu domínio dessa ferramenta.


A Câmera
Não é necessário gastar
grandes somas numa câmera digital cheia de apetrechos para se fotografar
a coleção com qualidade; as câmeras mais simples hoje
disponíveis no mercado já possuem os recursos desejáveis.
São esses recursos a “função Macro” e o “equilíbrio
de branco” (WB). A função macro trabalha como uma lupa na
câmera, ampliando a imagem, sendo assim ideal para partes pequenas
da miniatura onde a aproximação deixaria a foto fora de foco.
O equilíbrio de branco é um recurso com o qual se programa
a câmera para o tipo de luz que será usada na foto, como por
exemplo a de lâmpadas incandescentes ou frias.
Ambientação
A miniatura pode ser fotografada em contexto
com outros objetos ou com um fundo infinito. O fundo infinito é
usado quando se quer uma foto onde não haja nenhuma outra interferência
com o objeto retratado, comumente se usa algum material flexível
fosco (em geral cartolina ou tecido) curvado como um “L”, cujas cores mais
comuns são o branco e o preto. A miniatura pode também ser
fotografada dentro de um diorama (imitação em escala de uma
cena real) ou ainda ao ar livre em perspectiva forçada, que dá
a ela a aparência de um automóvel 1:1. Podemos acrescentar
que para um maior realismo nas fotos, o ideal é que se posicione
a câmera na altura em que estaria o olhar de uma pessoa do tamanho
da escala da miniatura, por exemplo, a câmera deveria ficar a 10cm
do piso no caso de 1:18. Para um visual grandioso, fotografe a miniatura
de baixo para cima.
Técnicas Caseiras
Caixa
de Luz: como o próprio nome sugere, trata-se de uma um cubo com a superfície de
cima e um dos lados recortados (pode ser toda a superfície ou só um buraco para
a objetiva da câmera). Pode ser usada uma caixa de papelão ou isopor, bem como
madeira. O mais comum é pintar o interior de branco e fazer uso de uma cartolina
curvada como fundo infinito. Há uma variação que é revestir toda a parte de
dentro com papel alumínio, o que dá um efeito final bem interessante. A
iluminação é feita basicamente por cima, podendo também contar com spot pela
parte frontal, principalmente para iluminar pequenos detalhes, como interiores e
motores. A lâmpada recomendada é a fria, de preferência com uma folha de papel
vegetal na frente, que serve como difusor para a luz.
Tenda: muito semelhante à caixa
de luz, diferencia-se basicamente por dispor de fontes luminosas também
pelas laterais. Monta-se com tubos de PVC ou madeira, um cubo com dimensões
generosas para a escala que deseja registrar (no caso de 1:18 recomendo
60cm x 60cm x 60cm); depois recobre-se esse esqueleto com algum pano branco
translúcido (pode ser o algodão que se usa em fraldas ou
tricoline) deixando apenas um lado aberto para a câmera. Por cima
então posiciona-se a iluminação bem no centro e, nas
laterais, mais próximas ao referido lado aberto. A iluminação
tem de ser feita por lâmpadas frias, pois há o risco de superaquecimento
com incandescentes. Dentro usa-se também o mesmo esquema de fundo
infinito citado acima.

Luz Solar: a céu aberto é
possível explorarmos os mais variados cenários, desde jardins
a praias, embora o mais comum seja as pessoas fotografarem seus modelos
dentro de casa. Em ambientes fechados o ideal é usarmos o fundo
infinito, ou pelo menos posicionar a miniatura sobre superfícies
neutras, para não poluir a imagem com móveis e utensílios.
É importante observar em que horário a luz incide em cada
janela de casa, não é necessária a luz direta, mas
sim difusa e intensa, há casos onde até no banheiro ou cozinha
se obtêm os melhores resultados. Tendo escolhido o local, fotografe
sempre apontando a câmera na mesma direção da luz,
do contrário, a imagem retratará apenas uma silhueta escura
da miniatura.

Flash rebatido: se você tem em
mãos uma câmera que usa flash externo (com sapata tipo hot
shoe), você pode fazer uso do flash com conveniência e bons
resultados. Dê preferência aos flashes que articulam. Uma vez
direcionado para cima, o flash pode refletir no teto (desde que seja de
cor clara) ou em algum papel branco posicionado sobre a câmera. Desta
maneira a luz rebatida será dispersa, incidindo na miniatura em
reflexos sutis, resultando numa aparência geral bem mais natural.
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