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Fotografando Die-cast 02

 

 

 

Dicas para se fotografar com luz solar

 

L. W. Dueñas

Preâmbulo

 

A luz solar tem o potencial de resultar nas melhores fotos de diecast, tanto nas cores como texturas, mas é um tanto indócil no trato, uma vez que não temos nenhum controle sobre ela. Este artigo contém um pequeno conjunto de dicas para se fazer fotos ao ar livre e um passo-a-passo para o uso da luz solar dentro de casa.

 

Ao Ar Livre

 

Ao ar livre dependemos obviamente de condições atmosféricas, mas em geral no decorrer do dia dispomos de luz solar abundante. Os diferentes horários proporcionarão distintas texturas de luz, quanto mais próximo do meio dia as cores serão mais radiantes, ao cair da tarde temos tons mais suaves. O pôr e o nascer do sol são excelentes para fotos em contra-luz, onde se identifica o contorno na miniatura em contraste com o céu avermelhado.

 

Em tempo nublado pode ser interessante usar o equilíbrio de branco (white balance) da sua câmera digital para compensar o resultado de uma aparência pálida na imagem. Uma outra coisa a ressaltar é que o excesso de luz aqui pode ser um problema, portanto em dias muito ensolarados devemos evitar que os raios em sol apino incidam diretamente sobre a miniatura. A foto pode ficar com uma aparência “queimada” e ter reflexos muito fortes, para evitar isso procure algum local sombreado. Quando a luz não for intensa o suficiente, é possível refletir pelas laterais uma dose extra com o uso de cartolina branca ou papelão revestido de papel alumínio.

 

Os diferentes cenários naturais e urbanos podem ser explorados com criatividade (praias, matas, jardins e arquitetura) e, dependendo da perspectiva da foto, se pode conseguir uma aparência de 1:1 muito factível. O aspecto de um automóvel real é conseguido com mais facilidade em escalas grandes (1:24, 1:18, 1:12 e maiores) e em miniaturas com bom detalhamento/acabamento. A perspectiva forçada consiste em colocar a miniatura próxima da câmera contra um cenário 1:1 mais distante, de modo que na imagem ambos resultem numa ilusão de que tudo está na mesma escala. Para isso se deve posicionar a objetiva a câmera quase encostando na linha do plano em que a miniatura está posta (em ângulo de baixo para cima). Em alguns casos, o piso fora de escala pode tirar o realismo dessa simulação, a solução para asfalto é colocar uma lixa preta por baixo da miniatura, no caso de outros variados pisos (desde paralelepípedo ou até o calçadão de Copacabana), pode se fazer na impressora de casa folhas com a imagem na escala correta.

 

 

Dentro de Casa

 

Em casa, ao invés de um horizonte convidativo, temos a mobília doméstica; coisas que não funcionam bem como cenário para uma miniatura. Dessa maneira concentraremos nossa atenção num passo-a-passo bem simples para o uso exclusivo de luz solar, com fundo infinito.

 

Primeiramente é importante saber em qual horário bate sol no ambiente aonde pretende fotografar, lembre que a incidência muda ao longo das estações do ano. Segue abaixo um passo-a-passo bem simples, com as legendas da imagem abaixo.

 

 

1) Cartolina simples, ou um papel cartão branco de maior tamanho, que dobrado conforme o desenho funcionará como fundo infinito. O branco é muito bom, pois “espalha” a luz em volta do objeto, além de que se você for manipular a imagem num software, as janelas da miniatura terão sempre uma cor neutra por trás (há também uma outra infinidade cores e materiais possíveis). O ângulo bom para fotografar é o que dá à miniatura o aspecto de um carro de verdade, para isto basta tirar a foto na altura do olhar de uma pessoa do tamanho da escala da miniatura. Pode explorar também ângulos mais acima, sacrificando um pouco o realismo, ou da altura da base, que proporcionará um aspecto poderoso.

 

2) A câmera deve ficar posicionada a uma distância relativamente próxima da miniatura, tomando cuidado para que a imagem não fique, para os detalhes use a função Macro. O mais recomendável é o uso de um tripé, mas a câmera pode ser apoiada em qualquer coisa, seja um móvel, uma pilha de livros, etc. Faz-se necessário apoiar a câmera para não tremer a imagem, empunhando-a nas mãos necessitará de uma luz mais intensa do que em geral se dispõe em uma janela. Decidido o ângulo e apoiada a câmera, ajuste ela para desligar o flash e fotografar com timer, assim o “click” do dedo também não treme a foto.

 

3) A proximidade da janela é essencial, pois ali se obtém o máximo de luz solar na direção correta. Cuidado para não fazer sombra na miniatura na hora de fotografar ou cair na tentação de fazer a foto em contra-luz, pondo a miniatura sob a janela.

 

Abaixo segue o exemplo de uma foto com luz solar crua e outra manipulada por um software - que consiste em corrigir as cores e pintar tudo em volta de branco, preservando apenas a sombra, que por sua vez valoriza a miniatura.

 

 

Texto e imagens: Leonardo W. Dueñas <leosdiecast@uol.com.br>

 

 

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