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Histórico das Marcas Die-cast 09

 

 

 

Siku

 

S. L. dos Santos

 

 

Em 1921, em uma época de grande inflação no mundo do pós-guerra ( Primeira Guerra Mundial ), Richard Sieper abriu uma fundição na cidade de Lüdenscheld, local onde hoje a base da Siku opera.

 

A produção de artigos de cutelaria em alumínio encerrou-se em 1923. A companhia cresceu passo à passo, com a adição de uma oficina de ferramentaria e a produção de caixinhas para fumo e fósforo, cinzeiros e caixinhas para pó-de-arroz. De 1933 em diante, uma grande quantidade de distintivos, medalhas e fivelas para cinto passaram a ser produzidas. Neste mesmo ano um tipo especial de liga metálica para fivelas de cinto foi desenvolvida e patenteada pela companhia. Numa etapa seguinte veio a produção de botões em metal oxidado para uniformes. Sieper foi uma das primeiras companhias a iniciar experimentos com plásticos em uma época em que este material era praticamente desconhecido.

 

A produção de distintivos, placas e figuras através de moldes por injeção, assegurou a existência e o crescimento dos negócios nos anos que se seguiram. Em 1943 uma segunda linha de produção foi aberta em Hilchenbach, Siegerland, cerca de 100 quilômetros de Lüdenscheld propiciando à companhia um substancial aumento na área para produção. Botões foram fabricados nesta unidade após a Segunda Guerra Mundial mas hoje ela é especializada na produção de ferragens de alta qualidade como gabinetes para banheiro, pequenos utensílios e produtos específicos em plástico.  Na unidade de Lüdenscheld produtos como pentes, carimbos e placas de propaganda como as utilizadas no mercado “Zeller Schwarze Katz” e “Elefantenschuh” eram fabricados no processo de injeção de metal (die-cast). Foi a produção de placas como as mencionadas anteriormente que levaram à criação da marca registrada da companhia e o desenvolvimento de uma linha própira de produtos.

 

O ano de1950 foi um importante ano para a companhia, quando a marca Siku foi criada e registrada. O nome Siku foi obtido com as iniciais da companhia Sieper Kunststoffe. Pela primeira vêz uma linha de brinquedos foi exibida na primeira feira de brinquedos em Nuremberg, formada por 16 figuras e animais de fazenda junto com um aquário contendo um peixe.

 

Em 1951, em conjunto com a linha de brinquedos também eram produzidos um grande número de artigos para presente em plástico, como prendedores de cabelo, figuras para ferrovias em escala, cachimbos, assopradores para fazer bolhas de sabão e armas que disparavam bolas de ping-pong. Ao mesmo tempo uma série de produtos para casa como canecas, espremedores de frutas e mixers, produtos estes que em 1954 passaram a ser produzidos pela fábrica em Hilchenbach. Neste mesmo ano o primeiro veículo com a marca Siku foi lançado, um caminhão de bombeiros capaz de esguichar água.

 

Em 1952 um “super” carro de corrida, em 1953 um carro anfíbio e em 1954 um caminhão de mudanças com motor elétrico e iluminação, todos um grande sucesso no mercado de brinquedos. Assim foi tomada a decisão de especializar-se ainda mais, resultando no desenvolvimento inicial de uma linha de carros que deram origem à linha Siku tal como hoje a conhecemos. A primeira série de 32 carros na escala 1/60 produzidos em plástico seguiram o sucesso dos quatro primeiros lançamentos da Siku.

 

Em 1958 a linha da Siku contava com mais de 100 veículos em plástico e cerca de 400 itens diversos como sinais de tráfego e figuras. Passo à passo a Siku cresceu para tornar-se uma parte permanente do mercado de brinquedos com grande procura.

 

Em 1959, com o crescimento da indústria aeronáutica a Siku produziu 20 aviões na escala 1/250. Apesar das boas vendas a companhia foi forçada a parar a produção desta linha em 1964, a razão, para os dias de hoje, é inacreditável, mas havia falta de mão-de-obra especializada!

 

Finalmente em 1963 o início de uma mudança completa do plástico para o metal. Os primeiros 16 modelos de carros foram produzidos em die-cast e apresentados ao mercado na escala 1/60. Foram seguidos por muitos outros inclusive os veículos comerciais com partes móveis. Em 1968 a linha da Siku contava com 66 modelos e para aumentar a qualidade e detalhes, a partir de 1972 adotou-se a escala 1/55. Uma nova e importante série da Siku surgiu em 1983, a série de modelos para agricultura – tratores e outros implementos – na escala 1/32.

 

Em 1984 a Sieper adquiriu o tradicional fabricante de modelos Wiking Modellbau Peltzer & Peltzer. Através desta aquisição uma nova categoria de clientes adultos podia agora ser atingida, pois como se costuma dizer: “Quando os jovens clientes da Siku crescem, os modelos da Wiking tomam seu lugar”. Hoje em dia a Wiking produz modelos perfeitos de veículos na escala HO (1/87) e escala N (1/160) cujos principais clientes são colecionadores ou aficcionados das ferrovias em escala.

 

Em 1986 a linha da Siku contava com mais de 200 modelos, tendo ainda mais de 100 modelos produzidos com logo-marcas e cores especiais para o mercado de exportação. Hoje a Siku é líder em várias partes do mundo com exportações para mais de 100 países. Muitos milhões de Euros são investidos à cada ano no desenvolvimento de novos modelos, cerca de 30 por ano. Além das instalações em Lüdenscheld, Berlin e Hilchenbach uma nova fábrica foi instalada em Zlotoryla, próximo à Breslau na Polônia. Nesta fábrica os modelos da linha Siku e Wiking são montados com vistas ao mercado da Europa Oriental. Um escritório comercial foi aberto em Hong-Kong visando aumentar as exportações.  Um marco na história da companhia foi a construção do seu centro de logística, totalmente automatizado próximo à auto-estrada que serve a cidade de Lüdenscheld. Um prédio com 25 metros de altura e espaço para 6.000 pallets, o que equivalem à estocagem de 27 milhões de miniaturas!

 

Em 1997 a  Sieper Werke obteve o certificado ISO 9001. Em 1998 a linha Siku Junior foi lançada, produzida em plástico de qualidade, tendo como prioridade atrair as crianças de pouca idade à brincarem ao ar livre com seus modelos.

 

A Sieper Werke Company em conjunto com suas fábricas é dirigida hoje pela terceira geração da família Sieper e seu slogan continua atual: “Mantenha o que provou-se valer à pena, mantenha o pensamento aberto e observe as novas idéias e finalmente tenha em conta que as boas idéias e o conhecimento técnico resultam em um compromisso para as futuras gerações”.

 

 

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